Qualidade de vida em primeiro lugar!

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Nessa quarta, 15 de março, tem bate-papo sobre qualidade de vida aberta ao público por aqui, com a Psiquiatra Dra Luísa Caropreso #nagrafipel. Vamos abordar o tema Depressão e Insônia às 19h no espaço da cafeteria. A entrada é gratuita e as vagas limitadas. Reserve a sua pelo email grafipel@grafipel.com.br ou tel. 47 32750137.

Confira abaixo a entrevista que a Dra. Luísa fez para a revista NOSSA, que fala sobre os sintomas da depressão e como podemos tratá-la.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 350 milhões de pessoas sofrem com a depressão em todo o mundo e os dados exigem atenção redobrada por se tratar de uma das doenças que mais causam incapacidade nos pacientes, afetando fisicamente, prejudicando as relações sociais e causando prejuízos no trabalho e na família. A psiquiatra, Luísa Caropreso alerta para os sinais de que algo não vai bem e aconselha a buscar ajuda o quanto antes. “Não é natural que a tristeza esteja presente de forma contínua por dias e dias seguidos, especialmente quando vem associada à perda do sentido da vida, diminuição da autoestima e queda no desempenho das atividades cotidianas”, enumera.

Pra começar é importante desfazer o preconceito de que depressão é sinônimo de fraqueza e preguiça e lembrar que qualquer pessoa, em qualquer fase da vida está sujeita a passar por isso. A médica indica que a incidência é superior em mulheres por diversos motivos, entre eles o próprio ciclo reprodutor, produção hormonal, períodos de gravidez e menopausa e até o fato de as mulheres exercerem inúmeros papéis na sociedade, mas não dá para definir um grupo de risco. Existe também a influência de fatores genéticos, como história de depressão na família, e de acontecimentos estressantes na vida, como perder o emprego ou traumas na infância.

“Outro tabu diz respeito ao tratamento. As psicoterapias têm um papel importante e costumo trabalhar em conjunto com psicólogos, mas os antidepressivos são necessários em casos moderados a graves. Eles podem ter efeitos colaterais, mas, ao contrário do que muitos pensam, eles não causam dependência ou mascaram os sentimentos”, garante. Já o período de tratamento varia bastante e alguns casos exigem acompanhamento por toda a vida para evitar recidivas.

Vale destacar, no entanto, que o apoio familiar, conversas francas e informação são armas fundamentais na luta contra a doença, conhecida como o “mal do século”.

Ela lista ainda uma série de outros sintomas que podem indicar um quadro da doença. São eles: irritabilidade, alterações de sono e de apetite, cansaço permanente, desânimo e perda do interesse por atividades que antes gostava, sentimento de culpa, perda da concentração, diminuição da libido, dificuldade para tomar decisões e pensamentos de morte (suicídio ou medo que pessoas próximas venham a falecer). “A depressão vai aos poucos minando a vida da pessoa. É importante reconhecer logo o problema para evitar prejuízos que muitas vezes não podem ser revertidos, como um divórcio, demissão ou problemas no relacionamento com os filhos, para ficar apenas em alguns exemplos”, orienta.



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